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O detetive de Baker Street

by Aline Lima 30.3.14 Inspiração Série Sherlock Holmes
Sherlock Holmes ganha uma versão adaptada aos tempos modernos na BBC. (Foto: BBC/divulgação)
Sherlock Holmes ganha uma versão adaptada aos tempos modernos na BBC. (Foto: BBC/divulgação)

Quando me perguntam quais são meus livros preferidos, a coleção do Sherlock Holmes aparece, sem dúvida, no topo da lista. As histórias do famoso detetive de Baker Street fascinam-me desde os 12 anos de idade, período em que fui apresentada ao gênero romance policial na escola. A partir daí, os casos ocorridos na Londres vitoriana povoaram minha imaginação.

A inteligência do detetive, a forma elementar como deduz os crimes mais difíceis e a amizade com o doutor John Watson deixam as aventuras muito instigantes para o leitor. Sir Athur Conan Doyle criou, de fato, uma obra prima no mundo literário e não vejo alguém que consiga superar as histórias de Sherlock Holmes em romances policiais (Também adoro Agatha Christie, mas a deixo em segundo lugar).

Sendo um clássico, obviamente não tardou para que fosse adaptado para as telinhas. Uma das séries mais recentes baseadas no detetive é Sherlock (2010) da BBC britânica. Até o momento, a série conta com três temporadas, cada uma com três episódios de aproximadamente 90 minutos. Os criadores Martin Gatiss (Doctor Who) e Steven Moffat fizeram um excelente trabalho ao adaptar as histórias criadas por Conan Doyle para os tempo atuais.


Martin Freeman e Benedict Cumberbatch interpretam John Watson e Sherlock Holmes na série. (Foto: BBC/divulgação)
Martin Freeman e Benedict Cumberbatch interpretam John Watson e Sherlock Holmes na série. (Foto: BBC/divulgação)

Ainda ao lado do amigo fiel, John Watson (Martin Freeman), Sherlock Holmes (Benedict Cumberbatch) desvenda diversos crimes com um toque mais moderno. As novas tecnologias foram inseridas com genialidade, de modo que o "detetive-consultor" constantemente recorre a elas ao longo das investigações. Um exemplo da relação harmônica entre as histórias e as tecnologias foi a substituição do tradicional diário de Watson por um blog pessoal, feito para o médico superar traumas durante o tempo que combateu no Afeganistão.

A edição também merece elogios. Por meio dela o público é convidado a acompanhar o raciocínio de Sherlock Holmes e observar algumas pistas do crime. Ela chama a atenção das pessoas para os detalhes que o detetive considera importante, o que também permite que cada um formule suas próprias hipóteses, sem perder o elemento surpresa dos episódios.

Outro aspecto muito bom foi o contato maior com a família de Sherlock Holmes. Isso é limitado nas obras originais, nas quais somente o irmão do detetive aparece ou é citado em poucas histórias, e só foi inserido na série após a emissora pedir que o formato original fosse alterado, de modo que ao invés de seis episódios com 45 minutos, passou a ter três de 90.

Em Sherlock essa relação familiar é mais frequente, em especial na terceira temporada. Além do irmão Mycroft Holmes, interpretado pelo próprio Gatiss, ser um dos personagens principais, os pais do detetive (interpretados pelos próprios pais de Cumberbatch) também ganharam espaço em dois episódios.

Em Sherlock, a família do detetive é mais presente do que nas histórias originais. (Foto: BBC/divulgação)
Em Sherlock, a família do detetive é mais presente do que nas histórias originais. (Foto: BBC/divulgação)

O elenco é outro ponto forte da série. Os atores conseguiram colocar na tela a essência dos personagens clássicos e inserir os novos personagens de forma tão harmônica que é impossível não amar todos. Benedict Cumberbatch, por exemplo, incorporou a personalidade do detetive de tal modo que conseguiu dar vida ao Sherlock exatamente como eu o imaginava ao ler os livros.

A série tem sido bastante aclamada e, não à toa, recebeu diversos prêmios, como Globo de Ouro (2013) nas categorias de melhor ator numa minissérie ou telecine (Benedict Cumberbatch), e o Emmy (2012), nas categorias Melhor Mini-Série ou Telefilme, Melhor Ator numa Mini-Série ou Telefilme (Benedict Cumberbatch) e Melhor Ator Secundário numa Mini-Série ou Filme (Martin Freeman), além de nomeações nas categorias de realização, escrita, efeitos especiais e banda sonora.



Para quem ainda não teve a oportunidade, vale muito a pena conferir a série. Ela é pequena, pois infelizmente não pôde ser produzida anualmente para adaptar-se a outros trabalhos dos atores. Por conta disso, Gatiss já avisou que a próxima temporada está prevista apenas para 2016. Então ainda dá tempo de assistir antes dos novos episódios.

Gosta de Sherlock ou alguma outra série policial? Deixe um comentário com suas dicas e impressões!

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Olá! Sou a Aline Lima. Uma jornalista com um quê de aventureira e que adora escutar histórias. Aqui no blog, você vai ler algumas delas e acompanhar informações sobre cultura, viagem, estilo de vida, intercâmbio e tudo mais que trouxer inspiração para nosso dia a dia. Fique à vontade!

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